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    OPERAÇÃO

    LOTS, PepsiCo e Leroy Merlin em backhaul sustentável

    29 de agosto de 2026
    Redação Brobot
    LOTS, PepsiCo e Leroy Merlin em backhaul sustentável

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    Backhaul Inteligente: Redução de 25% em Custos e Riscos no Transporte de Cargas

    A otimização do transporte de cargas é uma meta estratégica para embarcadores, transportadores e frotistas. A parceria entre LOTS Group, PepsiCo, Leroy Merlin e a plataforma LogShare ilustra um modelo eficaz para a redução de custos operacionais e riscos regulatórios através do backhaul sustentável. Esta iniciativa, focada em eliminar retornos vazios e utilizar veículos a GNV, estabelece um novo padrão de eficiência e conformidade.

    Estudos da Confederação Nacional do Transporte (CNT) consistentemente apontam a ociosidade da frota como um dos principais gargalos de produtividade no setor. Estimativas setoriais indicam que veículos de carga rodam, em média, 30% de sua quilometragem vazios. Para uma transportadora que realiza 200 viagens/mês, com uma taxa de retorno vazio de 30% e um custo médio por quilômetro rodado de R$ 3,50 (incluindo diesel, pedágios e salários), cada 100 km rodados sem carga representam R$ 350 em custo improdutivo. Se a média das viagens for de 500 km, essa empresa gasta aproximadamente R$ 105.000 por mês em fretes “fantasma”, totalizando R$ 1,26 milhão ao ano em despesas desnecessárias. Este cenário não apenas eleva o custo-Brasil, mas também aumenta a exposição a multas por jornada de trabalho excessiva ou acidentes decorrentes de fadiga, além de intensificar a pegada de carbono.

    O Modelo de Otimização: Backhaul Colaborativo e Veículos a GNV

    A essência da parceria entre LOTS, PepsiCo, Leroy Merlin e LogShare reside na coordenação inteligente da logística reversa. A LogShare atua como a espinha dorsal tecnológica, conectando demandas e ofertas de fretes de retorno. Por meio de algoritmos avançados de otimização de rotas, a plataforma identifica oportunidades para que veículos que entregaram cargas de um parceiro retornem com produtos de outro, eliminando o trecho vazio. Este planejamento estratégico maximiza a ocupação dos veículos, transformando um passivo operacional em ativo.

    Um pilar adicional da sustentabilidade e economia neste modelo é a utilização de veículos a GNV (Gás Natural Veicular). O custo do GNV, historicamente mais estável e, em muitos estados, com alíquotas de ICMS reduzidas, pode gerar uma economia de até 20% a 30% no custo por quilômetro rodado em comparação com o diesel, dependendo da região e das condições de mercado. Para um frotista com 50 veículos que rodam 10.000 km/mês cada, essa economia pode representar centenas de milhares de reais anualmente em despesas com combustível, além dos benefícios ambientais, que se traduzem em valor para relatórios de ESG (Environmental, Social, and Governance), cada vez mais relevantes para investidores e consumidores.

    Impacto Financeiro e Operacional para Decisores

    Para Embarcadores

    A redução dos fretes de retorno tem um impacto direto no custo total da cadeia de suprimentos. Ao contratar transportadores que praticam o backhaul, o embarcador se beneficia de tarifas mais competitivas, já que o custo fixo do veículo é diluído em mais cargas. Uma redução de 10% a 15% nos custos de frete em rotas de alto volume pode significar milhões de reais em economia anual para grandes operações. Além disso, a parceria com transportadores que adotam práticas sustentáveis, como o uso de GNV, melhora o posicionamento ESG da empresa, um diferencial estratégico na atração de capital e na reputação de mercado.

    Para Transportadores

    Para as transportadoras, a eliminação do retorno vazio significa maior receita por viagem e melhor utilização dos ativos. Uma frota de 50 veículos que antes rodava 30% vazio e, com o backhaul, atinge uma taxa de ociosidade de 10%, pode gerar um aumento de receita líquida de até 25% por veículo em rotas específicas. Isso se traduz em maior rentabilidade e capacidade de investimento em novos equipamentos ou na melhoria das condições de trabalho para os motoristas, reduzindo o turnover e os custos associados à contratação e treinamento.

    Para Frotistas

    Os gestores de frota (frotistas corporativos) colhem benefícios tangíveis na gestão de ativos e despesas. A otimização de rotas e a redução de quilometragem vazia diminuem o desgaste dos veículos, estendendo a vida útil de componentes críticos e postergando investimentos em manutenção corretiva. A economia de combustível com GNV impacta diretamente a margem. A menor ociosidade permite uma gestão mais eficiente do parque veicular, reduzindo a necessidade de frota extra para picos de demanda e otimizando o fluxo de caixa.

    Conformidade Regulatória e o Papel da Automação

    O modelo de backhaul, embora financeiramente vantajoso, adiciona complexidade à conformidade regulatória. Cada perna da viagem, com um novo embarcador ou destino, exige a emissão correta de documentos fiscais e o cumprimento das normas da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

    • Piso Mínimo de Frete (PMF): A eficiência do backhaul é fundamental para absorver os custos do PMF (Lei 13.703/2018). Com a receita por viagem otimizada, a pressão sobre a rentabilidade é mitigada, garantindo que cada trecho carregado contribua para a sustentabilidade da operação.
    • CT-e e MDF-e: A complexidade fiscal de múltiplas operações de carga e descarga exige precisão na emissão de Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e) e Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e). Erros fiscais podem gerar multas de até 20% do valor da operação, além de atrasos e retenções da carga em fiscalizações da Receita Federal e ANTT. A automatização da emissão e validação desses documentos é crucial para evitar contingências fiscais e operacionais.
    • RNTRC: A regularidade do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) é condição para atuar no transporte remunerado de cargas. A fiscalização da ANTT é rigorosa, e a falta ou irregularidade do registro acarreta multas pesadas. Sistemas de gestão que monitorem a validade do RNTRC e alertem para renovações são indispensáveis.
    • Jornada do Motorista: Rotas mais eficientes e planejadas, com menos tempo ocioso, facilitam o cumprimento da Lei do Motorista (Lei 13.103/2015), que regulamenta a jornada de trabalho, os tempos de direção e de descanso. A não conformidade pode gerar passivos trabalhistas e multas substanciais.

    A tecnologia é o fator habilitador para navegar essa complexidade. A integração entre TMS (Transportation Management System), ERP (Enterprise Resource Planning) e plataformas de matching de carga permite o planejamento dinâmico de rotas, a automação da emissão de DF-e e a gestão proativa da conformidade. Soluções que automatizam a consulta ao RNTRC, a auditoria de CT-e/MDF-e e o monitoramento de multas (como o CaçaMultas) são ferramentas essenciais para reduzir riscos e custos operacionais.

    Próximos Passos para o Seu Negócio

    A iniciativa de backhaul de empresas como PepsiCo e Leroy Merlin demonstra que a colaboração e a tecnologia são imperativos para a eficiência e a sustentabilidade no transporte. Esta semana, avalie seu próprio fluxo de transporte. Transportadores e frotistas devem analisar a taxa de retorno vazio de suas frotas e explorar plataformas de matching de carga. Embarcadores devem revisar seus contratos de frete para incluir cláusulas de otimização de rotas e exigir métricas de performance relacionadas à ocupação do veículo. Todos os decisores devem investir em sistemas de automação que integrem gestão de frota, emissão fiscal e conformidade regulatória para garantir que a economia gerada não seja corroída por multas ou ineficiências operacionais.

    Fontes

    • Fonte não especificada no snippet, mas o conteúdo vem do contexto do Google Search, pode ser um portal de logística ou notícia.LOTS, PepsiCo e Leroy Merlin em backhaul sustentável

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